fev 28

EM TEMPOS DE FACÇÕES ESTAMOS SUJEITOS A UM ENCONTRÃO DESSES, PORTANTO CAROS COLEGAS, FÉ EM DEUS E MUITA ORAÇÃO AO SAIR DE CASA.

RELATO DO COLEGA DR. ANDRÉ BARLETA SOBRE O OCORRIDO NO SUL DE MINAS. REALMENTE, SER POLÍCIA É FODA, EM TODAS AS ACEPÇÕES DO TERMO! PARABÉNS!

Na sexta-feira, por volta das 18h30, fomos convocados (todos os policiais civis da DRPC de São Lourenço) a comparecer na DP imediatamente.

Ato contínuo, o Dr. João, chefe do 17 Departamento de Pouso Alegre indicou que deveríamos ir até a Seccional de Cruzeiro/SP para o briefing do que estava para acontecer.

Descemos para Cruzeiro/SP: eu, o Dr. Felipe Piccin, Dr. Bruno Cunha e os Investigadores Rodrigo e Maviel. No caminho fizemos contato com alguns Investigadores da DIG de Cruzeiro/SP que sempre nos dão apoio e os mesmos não sabiam de nada.

Chegamos na Seccional da PC-SP em Cruzeiro acompanhados dos policiais civis da DIG Cruzeiro/SP. Na Seccional nenhum Delegado (nem o próprio Seccional) ou os policiais sabiam o que estava acontecendo.

Após cerca de meia hora chegaram cerca de 8 viaturas descaracterizadas do DEIC/SP (Capital), estando presente o Divisional (Delegado chefe do DEIC) e o titular da DP de Roubo a Bancos de São Paulo.

Não vem ao caso repassar informações sobre o briefing mas, em suma, após alguns momentos ali compareceram mais umas 8 equipes do GARRA da Capital/SP e 1 unidade do GER da PC-SP com 8 snipers e policiais de contenção.

As informações davam conta de uma quadrilha de roubo a bancos (explosões de caixas) com cerca de 25 integrantes.

Haviam sido identificados 5 fuzis AK-47, 1 fuzil HK-G3, 2 fuzis Colt AR-15, escopetas, pistolas e granadas.

Não repassarei os pormenores das informações que estavam sendo repassadas, mas todo os erviço de inteligência estava a cargo do DEIC, em São Paulo-CP. E a inteligência funcionou perfeitamente.

Os alvos poderiam ser Itanhandu ou Itamonte.

O Dr Bruno Cunha acompanhou uma outra equipe, restando à nossa equipe (eu, Dr. Felipe Piccin e 2 investigadores de São Lourenço) posicionarmos o GER (Snipers) e o GARRA (contenção) na Praça Central de Itamonte e, posteriormente, posicionarmo-nos na rodovia acompanhados de 4 equipes do DEIC/SP no intuito de coibir uma possível fuga.

Equipes posicionadas, conseguimos que mais uma equipe da DRPC de São Lourenço, comandada pelo Dr. Márcio Ciarini, se agrupasse conosco.

Aguardávamos às margens da rodovia, escondidos na escuridão, com informações em tempo real da Inteligência da PC-SP.

Por volta das 2h00 um comboio furou o radar próximo e passou no sentido do centro de Itamonte em alta velocidade. Conseguimos ver perfeitamente: um caminhão baú, um Fiat Palio Weekend prata, uma Ford Ecosport prata, um Honda Civic preto e um Renault Duster branco, todos com as placas cobertas por plástico.

Adrenalina a mil, pois tínhamos o elemento surpresa.

Repassamos as informações às equipes da região central de Itamonte.

Passaram-se eternos 2 ou 3 minutos e, no rádio, recebemos as informações de que já haviam 3 ou 4 mortos, um policial ferido, e intensa troca de tiros.

Paramos uma carreta que vinha pela rodovia e a atravessamos na pista para auxiliar no bloqueio.

Após algum tempo o Renault Duster veio em nossa direção. Parou há aproximadamente 30 metros com os faróis acesos. O motorista desceu já efetuando rajadas de fuzil, enquanto o carona portava uma pistola. Conseguimos neutralizar o carona, mas o motorista fugiu para um matagal próximo.

Enquanto discutíamos sobre entrar ou não no matagal onde o motorista havia se escondido aproximamo-nos do veículo, perdendo nossa barricada, que eram as viaturas e a carreta.

No veículo pudemos perceber que o carona havia sido morto, portava uma pistola, usava colete balístico, havia mais uma pistola caída no chão do carro, e muita, mas muita munição para todos os lados.

Neste momento, um outro veículo se aproximou com os faróis altos.

Abaixamo-nos próximo ao Renault Duster, mas estávamos sem qualquer barricada.

O veículo passou em baixa velocidade em direção à carreta e as viaturas que encontravam-se com as luzes de sinalização ativadas, retornou e lentamente veio em nossa direção.

Nossa única alternativa foi esperar.

Quando o veículo se aproximou nos identificamos como policiais e determinamos que o condutor parasse o carro. Como todos aqui certamente já fizeram diversas vezes.

Estávamos (cerca de 25 policiais) distantes de 5 a 15 metros de distância do carro. Agachados às margens da rodovia sem qualquer proteção.

A resposta que obtivemos: tiro, tiro, tiro, muito tiro. Eu me lembro de cada segundo, mas não posso dizer quando conseguirei esquecer as imagens e os sons.

Posso afirmar categoricamente que foram os mais longos e piores 30 ou 40 segundos da minha vida. Eu estava há aproximadamente 8 ou 9 metros do carro, o Dr. Felipe estava mais próximo do que eu e não sei dizer onde o Dr. Márcio estava.

Muito tiro. Muito perto.

Pude visualizar o motorista descer e tentar correr efetuando disparos em nossa direção. O carona estava com um colete balístico operacional, touca ninja preta e um AR-15 baby. O passageiro do banco de trás eu não consegui visualizar.

Resumindo: o motorista foi neutralizado. O carona foi neutralizado com um disparo na cabeça e morreu com abraçado ao AR-15 (cena de filme). O passageiro do banco de trás foi neutralizado com um disparo na cabeça, mas, após o cessar fogo, pudemos perceber que o mesmo portava dois carregadores de fuzil, uma pistola e estava de colete balístico.

Reagrupamos e retornamos à barricada. Apenas o Dr. Felipe Piccin havia sido ferido por um estilhaço abaixo do olho direito, mas nada grave.

Em nosso cenário: 4 criminosos neutralizados e 1 fuzil, 3 pistolas, 3 coletes balísticos e vários pés-de-cabra apreendidos. 1 foragido.

Nunca poderei dizer em quantas coisas consegui pensar naqueles poucos segundos em que eu estava deitado, costas ao solo, visualizando os caras apontando fuzil, pistola e disparando em nossa direção (estamos falando de 6, 7, 8 metros de distância). Sei lá, mas 200 ou 300 tiros em 30 segundos.

Pensei muito em ficar vivo. Pensei em neutralizá-los o mais rápido possível. Sempre gostei do trabalho operacional, nunca imaginei que fosse querer tanto que aquilo ali acabasse logo. É tenso. Escutei um disparo estilhaçar um tronco de árvore uns 50cm acima da minha cabeça e eu estava deitado.

Pode parecer brincadeira, mas depois que acabou, ainda me refazendo de tudo que havia acontecido ali, eu pensei em todas as vezes em que saí para cumprir Mandados de Busca e de Prisão e outros policiais zombaram: “qual é, vai pra guerra?”, “pra que levar isso tudo de coisa?” ou “tá parecendo o Rambo!”.

Pensei nas vezes em que viajei pra BH, 450Km pra ir e depois 450Km pra voltar, sem diária, sem lugar pra dormir (bate e volta), ia na Superintendência, não havia um Delegado de Polícia que tivesse a dignidade de nos receber e eu era obrigado a ouvir de um tal de “Marcinho”, que eu nunca ouvi falar que tenha prendido alguém, que não tinha nada pra dar não. Não tem munição, não tem colete, não tem arma. Como se estivesse me fazendo um favor. Quantas vezes supliquei e saí dali com míseras 50 munições como se estivesse cometendo um crime. Era o nosso “cala a boca”. Era o que o “Marcinho” (???) tinha para nos fazer parar de encher.

Pensei no dia (e me lembro muito bem de cada palavra) em que Policiais da Superintendência foram até a Delegacia Regional de Itajubá, onde trabalhávamos eu e o Dr. Felipe Piccin (ele me persegue) e nos determinaram que entregássemos nossas pistolas, pois cada policial: “só tem o direito de ter uma arma”. Ao serem questionados pelo Dr. Felipe Piccin se nunca haviam ouvido falar que em confrontos sempre existe a necessidade de portar-se uma arma backup os mesmos limitaram-se a dar uma risadinha.

Entregamos nossas pistolas backup.

No confronto o Dr. Felipe Piccin foi lesionado por um estilhaço de projétil abaixo do olho direito. Vocês podem achar que eu estou brincando, mas a pistola dele teve uma pane em dupla alimentação. Eu não vi na hora, só fiquei sabendo depois. Ele não portava arma longa.

Eu juro que se o Dr. Felipe fosse morto ali e posteriormente restasse comprovado que sua arma apresentara pane de alimentação, estando o mesmo sem backup, eu iria até a Superintendência.

Bom, não vem ao caso entrar agora nesta discussão.

Reabrigamos e após algum tempo chegaram nossas viaturas de reforço.

Cerca de 40 minutos depois chegou a PRF e teve o absurdo trabalho de sinalizar a rodovia.

Chegaram umas 10 viaturas da PM. Não posso dizer que eles não estiveram no local do confronto. Estiveram. Uma hora depois e para tirar fotos e nos cumprimentarem do boca aberta.

Fomos até o centro de Itamonte para verificar o que havia ocorrido no local.

Na Praça Central e proximidades os Snipers e a contenção conseguiram neutralizar 5 indivíduos. Outros dois foram alvejados e socorridos.

Alguns evadiram-se.

Foram apreendidos 3 fuzis, 2 escopetas calibre .12 (sendo uma semi-automática) e diversas pistolas e revólveres (não contei). Todos os criminosos estavam de colete balístico.

Muita dinamite e vários pés-de-cabra.

Um indivíduo que havia sido alvejado contou que eram cerca de 15 indivíduos apenas no caminhão.

Na praça, cujo centro estava isolado, a população se aglomerou. Fomos saudados e aplaudidos.

Quando saíamos da área de isolamento conseguíamos dar poucos passos sem ser cumprimentados com largos sorrisos de sincero agradecimento.

Ahh, sim… A Polícia Militar chegou na praça e, depois, começou a sobrevoar um helicóptero deles. Eles estavam com uma cara de mau que dava até medo.

Eu olhei para o helicóptero, pensei naqueles infernais segundos que havia passado poucas horas antes e comentei com um Investigador ao meu lado: poxa, bem que eles poderiam amarrar uma faixa no helicóptero com os dizeres “Obrigado Polícia Civil!”.

O investigador riu e me sussurou: Dr, eles ainda vão sair na televisão dando entrevista, o Sr duvida?.

Ainda bem que eu não duvidei.

Bom, aqueles grupos da elite da PC-SP que inicialmente estavam meio de narizinho em pé conosco ao final já estavam até nos admirando. Gostaram de ver como, com tão pouco, em nenhum momento nós trememos. Fomos elogiados e enaltecidos. Falar que não dá medo é mentira. Quem não sentir medo em uma situação daquela merece estar morto.

Apenas para finalizar:

1. Os jornalistas deturparam os fatos em todas as matérias e em todos os meios de comunicação.
2. A Polícia Militar não participou de nada. Nada, nada, nada, nada. Levantem a cabeça para qualquer PM pois eles não suportam perceber o quanto somos foda.
3. Chefia não é tudo, mas é muito, muito mesmo. Nosso chefe de Departamento Dr. João Eusébio esteve presente em Itamonte, depois em São Lourenço. Abraçou a causa e nos deu total suporte para tranquilizar-mo-nos em face da ação legítima.

Treinem bastante, o confronto acontece em segundos e, embora alguns textos por aqui postados sobre a formação do criminoso, o quão eles são coitadinhos, blá, blá, blá, não duvide: eles querem te matar.

Não adianta identificar-se como policial e determinar-lhes que se coloquem em posição de busca. Eles não conseguem escutar quando estão efetuando rajadas de fuzil tentando acertar a sua cabeça.

A Polícia Civil de Minas Gerais têm muito o que melhorar, tanto em técnicas de combate quanto em material, mas não ficamos abaixo de ninguém em coragem e bravura.

A próxima vez que eu escutar de um administrativo que não irá me depositar uma arma ou munições ou o equipamento que for porque EU não preciso daquilo eu espero muito que ele tenha um argumento bem forte.

Não é pelo dinheiro dos bancos preservado. Nada paga você virar uma noite em claro, situações de confronto, corpos caídos pela praça e Senhoras de 50 ou 60 anos agradecidas virem até você às 5h ou 6h da manhã com um sorriso no rosto e garrafas de café com biscoitinhos.

Ser polícia é foda.

Antecipadamente peço desculpas por palavras mais rudes, não é meu estilo, mas a ocasião é excepcional.

Força e honra a todos que diuturnamente se expõe com um ou dois companheiros cumprindo MBA’s ou Mandados de Prisão no meio de favelas, matagais e etc sem o mínimo de equipamento necessário.

Somos todos heróis.

Força e honra.

Fiquem com Deus.

André Barleta
Delegado de Polícia – DRPC de São Lourenço

 

Att.
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas e FEIPOL SUDESTE

jan 24

ESPINOSA – Em cooperação a ação investigativa da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a equipe de policiais da 20ª Delegacia de Polícia de Espinosa, da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Janaúba, aqui no Norte de Minas, cumpriu o mandado de prisão temporária e prendeu Gullit Fernandes de Oliveira, 22 anos, acusado de latrocínio na cidade de Campinas, em São Paulo, onde matou com um tiro na cabeça o policial militar Arides Luiz dos Santos, 44 anos, que estava em horário de folga e tentou desarmar o assaltante.

A Polícia Civil paulista investiga a hipótese de que colegas do PM tenham vingado sua morte e sido responsáveis por uma chacina que vitimou 12 pessoas. Parentes e vizinhos das vítimas apontam policiais militares como responsáveis pelas mortes.

Após informações da Divisão de Investigações Gerais de Campinas feito com a Delegacia de Espinosa, informando que o autor Gullit teria parentes na zona rural e poderia estar escondido no município de Espinosa, a equipe comandada pelo delegado Herivelton Ruas Santana, da PC de Espinosa, passou a realizar ações visando localizar o possível esconderijo do acusado.

Com a confirmação de que realmente o acusado se encontrava na região de Espinosa, foi enviada uma equipe de policiais de Campinas que juntamente com os policiais mineiros iniciaram a operação policial que durou mais de 24h initerruptas e culminou com a prisão do suspeito, o qual se encontrava escondido em uma comunidade rural entre os municípios de Espinosa e Sebastião Laranjeiras, na Bahia. O delegado de Espinosa relatou na manhã desta sexta-feira, dia 24 de janeiro, a ação da prisão do acusado.

A operação bem sucedida foi comandada pelo delegado Herivelton Ruas Santana e contou com a participação dos investigadores Alex Sandro, Daniel Silva e Lucas Moreira, todos da Delegacia da Polícia Civil de Espinosa, além dos investigadores da Polícia Civil de Campinas, Alexandre Sampaio e Donizeth dos Santos.

(Fonte: PC de Espinosa)

 

Att.

Aparecido Lima de Carvalho

Presidente Sinpol Campinas

Sinpol – Sindicato dos Policiais Civis da Região de Campinas
Fone: (19) 32370621
Rua: Marechal Deodoro,81 – Botafogo
Campinas/SP
CNPJ: 66069030/0001-62
VISITE NOSSO SITE: www.sinpolcampinas.com.br

nov 08

Cargo com maior número de chances é o de investigador, com 1.384 oportunidades;. Salário é de R$ 2.953,34. Neste valor não estão incluídos as gratificações e os adicionais pagos ao cargo.

 

A Polícia Civil do estado de São Paulo vai publicar, até o fim do mês, os editais de abertura dos concursos públicos destinados ao preenchimento de 4.658 vagas na corporação.

A previsão é de que as inscrições sejam liberadas também neste mês. Segundo a Acadepol (Academia de Polícia), este será um dos maiores concursos na história da Polícia Civil paulista. As oportunidades ofertadas serão dividias entre a Polícia Judiciária (2.805) e Polícia Técnico-Científica (1.853). O concurso abre 11 funções no total: delegado, investigador, escrivão, médico legista, perito, desenhista técnico pericial, fotógrafo técnico pericial, auxiliar de necropsia, oficial administrativo, técnico de laboratório e atendente de necrotério.

 

Logo depois, com 1.075 vagas, está o posto de escrivão. A remuneração é de R$ 2.953,34. Auxiliar administrativo têm 600 vagas com salário mensal de R$ 1.085. Já o cargo de perito criminal tem 529 e a remuneração bruta, segundo o governo, pode chegar a R$ 7.024,32.

 

Att.

Aparecido Lima de Carvalho (kiko)

Presindete do Sinpol Campinas

set 25

O Delegado Geral de Polícia confirmou que hoje, 25 se setembro de 2013, será anunciado pelo Governador do Estado Dr. Geraldo Alckmin, o Projeto de Lei que estabelece melhorias salariais da Carreira Jurídica para os Delegados de Polícia e de Nível Universitário para as carreiras de Investigador e Escrivão de Polícia.

Assim que tivermos informações na íntegra do Projeto de Lei estaremos informando a todos com maiores detalhes.

Att,
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas

jul 30

paralização_correio

mai 29

LOGO_FEIPOLO Pres. do Sinpol – Campinas Aparecido Lima de Carvalho participou do 7º Encontro Nacional de Entidades Representativas da Policia Civil, que aconteceu nos dias 22 a 24 de Maio na sede do SESC no Rio de Janeiro – RJ.

O 7º Encontro foi aberto na ultima Quarta-Feira, 22/05, presidido pelo Presidente do SINPOL-RJ, Inspetor Fernando Bandeira que contou com a presença de diversos Sindicatos de todo o pais e também dos representantes das Federações Feipol Centro Oeste/Norte e Feipol Sudeste, do Presidente da Nova Central Nacional, José Calixto, e a Nova Central Estadual, Luiz Gonçalves.

Foram discutidos os seguintes temas:
1. PLC 132/12 – Atribuições dos Delegados nos Inquéritos Criminais – Palestrante Divinato da Consolação, Pres. da Feipol-CO/NO.

2. PEC 037/11 – Define a Competência para a Investigação Criminal – Palestrantes Promotor de Justiça e Pres. da Associação do MP no RJ e o Del. De Policia e Representante da Adepol Jaime Berbat.

3. Crise na Estrutura e na Gestão da PC RJ – Baixo Efetivo e Baixo Salário – Palestrante Roberto Varello e Fernando Bandeira, Inspetor de Polícia e Presidente do SINPOL-RJ, respectivamente.

4. PL 554/10 – Aposentadoria Especial – Palestrante Mario Flanir, Assessor Jurídico do SINPOL-RS.

5. A Segurança nos Grandes Eventos – Palestrante Inspetor Camilo Dornelas, Diretor de Estudos da Acadepol-Rj.

6. PL 1949/07 – Palestrante Antonio Moraes, Presidente do Sinpol-SE.

7. Reforma da Legislação Federal e Crimes de Terrorismo – Palestrante Dep. Federal Miro Teixeira.

8. Segurança Publica no Rio de Janeiro – Palestrante Desembargador Edson Aguiar de Vasconcelos.

1) PLC – 132/2012 (Aprovado na data de ontem 28/05/2013 no Senado Federal )

Após ouvir e discutir com todas entidades de classe presentes no 7º Encontro Nacional de Entidades Representativas da Policia Civil , a Feipol/SE se posicionou totalmente contra a PLC 132/12 por entender que a investigação no inquérito policial é multiprofissional, ou seja, todas as carreiras que compõe a policia judiciária participam diretamente na sua elaboração e como está colocado no PLC fica a impressão que apenas o Delegado de policia elabora o Inquérito Policial.

O nosso posicionamento e no sentindo de que o projeto seja refeito e que contemple todas as carreiras da policia judiciária no âmbito de suas atribuições legais.

2) PEC 37/2011

Já com referencia a PEC 37/11 a Feipol/SE posiciona totalmente favorável a sua tramitação no congresso nacional uma vez que se fosse cumprido textualmente o artigo 144 CF não haveria necessidade desta PEC, mas outras instituições e principalmente o MP (amparado em decisões do STF) vem sistematicamente se arvorando das investigações criminais que constitucionalmente é prerrogativa da Policia Civil e Federal, mas que devido ao desmantelamento da policia civil em todo o Brasil criou-se um vazio, onde outras instituições se arvoraram nas investigações como se delas fossem suas atribuições constitucionais.

O que defendemos é que seja aprovada a PEC 37 e paralelamente também seja aprovada o PLC 1949/2007 desde que seja um texto de consenso que modernize as policias civis do Brasil valorizando todas as carreiras, dando a elas a devida importância que merecem e não só a carreira de delegado de policia.

3) PLC 554/10 (Aposentadoria Especial)

O texto do projeto de lei complementar, se aprovado como esta seria o maior retrocesso de aposentadoria dos policiais civis de todo o Brasil, uma vez que retira direitos já consagrados a quase 30 anos pela Lei 51/85 como a paridade integralidade.

A Feipol/SE juntamente com outras Federações e Sindicatos de todo o Brasil tem participado de reuniões com representantes do governo federal para que seja mantido o texto da Lei 51/85 incluindo a palavra paridade, uma vez que já consta no texto da Lei o termo integralidade.

Cabe a observação que a modernização das policias civis de todo o Brasil só avançará quando todas as carreiras forem valorizadas como um todo nos projetos de leis que se encontram em andamento no Congresso Nacional porque não se pode mais admitir que apenas a figura do delegado de policia seja colocado nos texto dos projetos de leis como se só eles fossem a policia civil.

Enfim pretendemos modernizar esta estrutura arcaica da policia civil que ai se encontram, colaborando de maneira positiva dando o devido valor a cada carreira da Policia Civil, só assim poderemos avançar num consenso para tramitação dos projetos de lei no Congresso Nacional.

 

7encontro2

mai 06
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O delegado da Dise de Campinas, Osvaldo Diez Júnior, com inquéritos abertos e em fase de investigação: delegacia fez a maioria das prisões

Do total de ocorrências registradas nos distritos policiais e nas delegacias especializadas de Campinas, apenas 16,7% viram inquérito policial e são investigadas. No primeiro trimestre deste ano, foram 12.125 ocorrências — entre elas, casos graves como roubo, latrocínio, homicídio e roubo a banco, e também os de menos periculosidade, como lesão corporal e furtos. Porém, no mesmo período, foram instaurados 2.028 inquéritos para investigação de crimes. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), que começou a divulgar na última semana os números da produtividade policial do município.

Só os crimes considerados violentos somaram 9.847 casos na cidade. Ou seja, se for considerado que os cerca de 2 mil inquéritos foram abertos para investigar crimes onde houve risco à vida, ainda sobram mais de 7 mil do mesmo tipo sem apuração. E, com isso, consequentemente, sem punição.

Esse índice de instauração de inquérito apresentado no município chama a atenção e é considerado muito baixo por especialistas consultados pela reportagem. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Campinas (Sinpol), Aparecido Lima de Carvalho, o número reflete a crise na estrutura da Polícia Civil, que apresenta hoje um déficit de, ao menos, 335 policiais.

A falta de funcionários na corporação e de estrutura da Polícia Civil já foi tema recente de reportagens do Correio Popular. Uma delas, publicada no dia 24 de julho de 2012, apontava que nos últimos cinco anos apenas 45 policiais civis foram contratados para trabalhar nas cinco cidades que pertencem à Delegacia Seccional de Campinas (além da sede, Indaiatuba, Paulínia, Valinhos e Vinhedo). No mesmo período, 90 policiais deixaram seus cargos por aposentadoria, falecimento ou demissão voluntária.

Bola de neve

Carvalho, que também é presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores Civis da Região Sudeste (Feipol), afirma que muitas ocorrências não se tornam inquérito porque não há mão de obra suficiente para o trabalho. “A falta de policiais inibe a investigação e, com isso, o crime não é apurado. Se o crime não é investigado como se deve, quem sofre é a sociedade. A falta de estrutura e de mão de obra na Polícia Civil é uma bola de neve que tem crescido muito nos últimos anos e agora está se tornando uma avalanche. Quem está pagando são as pessoas, e com a vida”, afirmou.

Ele afirmou que, atualmente a cidade possui cerca de 490 policiais na corporação e a função que menos possui funcionários são os escrivães — um dos principais encarregados pela instauração de um inquérito. “A defasagem é muito grande e chega a ser assustadora. O correto seria um escrivão para cada 200 inquéritos. Hoje, a realidade de Campinas é de um escrivão que cuida de 500 a mil inquéritos. É humanamente impossível. Com isso, eles vivem respondendo por omissão, o que é um absurdo”, disse. “Está tendo concursos, mas a quantidade não é suficiente porque o problema não é só de Campinas. É no Estado todo. É lamentável que, para o governo, não exista segurança pública”, reclamou.

Para o coordenador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão sobre Situações de Violência e Políticas Alternativas (Nueva) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), José dos Reis Santos Filho, a falta de apuração pelo pequeno número de inquéritos abertos reflete diretamente na impunidade e no aumento dos índices criminais.

“Os números de criminalidade de Campinas já são relevantes e a falta de um aprofundamento nisso acaba refletindo em dificuldade e isso gera falhas na prevenção. É preciso avaliar e saber o motivo de ser tão baixo o índice de apuração”, afirmou o professor.

“São muitos crimes violentos que sobram e que não são abertos inquéritos. Sem esse dado, fica muito difícil traçar um perfil. A questão é: qual foi critério usado para abrir 2 mil inquéritos? Que julgamento de valor foi utilizado para aplicar? É muito estranho”, disse.

Polícia Civil

A reportagem entrou em contato com o delegado Seccional de Campinas, José Carneiro Campos Rolim Neto, por telefone, na quinta-feira, e foi informada que ele estava em São Paulo para um curso.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública informou, em nota oficial, que o delegado seccional de Campinas afirma que “nem todos os boletins de ocorrência geram inquéritos policiais e que esses casos são remetidos aos setores de investigação da polícia, em delegacias especializadas ou territoriais, para que a autoria dos crimes seja investigada”.

Durante a visita à cidade, no último mês de abril para a criação do Gabinete de Segurança, o secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou que novos policiais civis que estão em treinamento serão remanejados para a cidade, mas não informou o número exato.

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Link para a noticia no site: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/05/capa/campinas_e_rmc/55176-policia-civil-so-16-dos-crimes-sao-investigados.html

abr 08

 

Em Campinas, de acordo com o Sindicato dos Policiais Civis da Região de Campinas (Sinpol), há um déficit de 300 profissionais em diferentes áreas.

O problema é maior nos cargos de escrivão e delegado. Nos últimos cinco anos, foram contratados para trabalhar na categoria 45 agentes, que foram distribuídos entre cinco cidades da região — Campinas, Indaiatuba, Paulínia, Valinhos e Vinhedo. No mesmo período, segundo o sindicato, deixaram a corporação 90 policiais.

Delegados consultados pela reportagem, que pediram para não revelar seus nomes, confirmaram o desânimo salientado pela associação que os representa. “Já pensei em desistir por diversas vezes.

É muito difícil ter uma profissão de risco e não ser recompensado. Vivemos com adrenalina a mil e também sob forte pressão. Por mais que amemos o que fazemos, chega uma hora em que tudo é repensado”, afirmou um delegado que atua na cidade.

“Outro problema que enfrentamos é a falta de estrutura. O Estado só está enxugando gelo. Trabalhamos com déficit de funcionários e equipamentos. A situação é péssima e alarmante”, disse o policial.

Outro delegado da região afirmou que irá prestar o concurso no Paraná. “Quando fiquei sabendo, achei engraçado e até brinquei com os colegas, mas depois parei para pensar e resolvi prestar esse concurso. Imagina. É mais do que o dobro do que ganho atualmente. Minha família apoiou, e sei que será um novo desafio. Temos que seguir quem nos valoriza”, afirmou o delegado, que também pediu para ter o nome mantido em sigilo.

O juiz corregedor da Polícia Civil em Campinas, Nelson Augusto Bernardes, afirmou após vistoria às delegacias no ano passado, que a corporação tem problemas.

Um deles, diz, é que objetos apreendidos ficam em locais impróprios. Ele ainda afirmou que nos distritos policiais havia vários instrumentos apreendidos (as chamadas máquinas caça-níquel, peças de veículos, pneus e até produtos alimentícios) ao relento, sob sol e chuva, com insetos e ratos ao redor.

Recente reportagem do Correio flagrou veículos apreendidos “depositados” na porta do 1º Distrito Policial, no Centro da cidade, por falta de vagas no pátio que recebe os carros e motos.

Os baixos salários, a precariedade das instalações e das condições de trabalho e a falta de assistência básica, como plano de saúde, deixam as polícias Militar e Civil do Estado de São Paulo desassistidas em um momento em que as duas forças são peças fundamentais na luta contra o aumento dos índices de criminalidade.
Ao mesmo tempo em que o salário inicial de um PM no Estado (R$ 2 mil) é o terceiro mais baixo de todo o País, os homens da corporação precisam recorrer a cooperativas para ter acesso a um plano de assistência médica para eles e suas famílias. O Estado não oferece o benefício.

Viaturas quebradas, coletes à prova de balas vencidos e armamento defasado, muitas vezes em situação de inferioridade ao utilizado pelos bandidos, são alguns dos pontos citados por policiais militares ouvidos pela reportagem do Correio na última semana como “desestimulantes” para a atuação.

Na Polícia Civil, que passa por uma grave crise em sua estrutura em Campinas, os salários considerados baixos para delegados iniciantes (R$ 5,4 mil) levaram a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) a iniciar uma campanha para incentivar delegados da ativa a fazerem concurso para trabalhar no Paraná, onde o salário inicial é de R$ 13 mil.

No ano passado, o juiz corregedor da Polícia Civil em Campinas, Nelson Augusto Bernardes, afirmou, após visitar os distritos policiais, que a situação era de caos nas instalações, de forma geral. Além de encontrar um quadro de desorganização, com pilhas de inquéritos parados, o juiz afirmou ter ficado “estarrecido” com a falta de estrutura. Para ele, a Polícia Civil em Campinas estava “praticamente parada e em processo de sucateamento por falta de funcionários, instalações adequadas e de equipamentos de trabalho”.

A campanha da associação prevê bancar a inscrição (R$ 100,00) e até a viagem e hospedagem dos delegados que hoje atuam no Estado e são ligados a ela. Até a semana passada, cerca de 150 delegados paulistas se inscreveram e informaram a associação. As inscrições terminam esta semana.

“Infelizmente, a realidade é essa. O salário de São Paulo, que é o Estado mais rico do País, é vergonhoso. A Polícia Civil do Estado está sucateada e os salários são absurdamente baixos. O governo esqueceu da Polícia Civil. A melhor opção é sair do Estado”, disse a presidente da Adpesp, Marilda Pansonato Pinheiro.

Segundo informações da associação, a cada dez dias, um delegado desiste do cargo. Em 2011, a média era de um a cada 15 dias.

Carreira

Marilda afirma que o salário de São Paulo é tão baixo que mesmo delegados com
20 anos de carreira não conseguem ter a folha de pagamento equiparada ao salário inicial do Paraná.

“Fizemos essa campanha para ajudar nosso associado e colegas. Não queremos tirar os delegados daqui, quem está fazendo isso é o próprio Estado, que simplesmente ignora a situação e não valoriza seus profissionais, que diariamente colocam suas vidas em risco.”

A presidente disse que a categoria está desanimada e desestimulada, o que acaba refletindo diretamente no trabalho.

“O que vemos são profissionais que trabalham, mas o empenho poderia ser outro e, com isso, a agilidade e o resultado da investigação seriam totalmente melhores. A grande maioria não está feliz e muitos pensam em deixar a carreira porque não vale a pena. E não é só a vida do profissional que está em risco e, sim, de toda sua família, que acaba sofrendo ameaças e vinganças de bandidos por tabela”, disse.

Outra consequência dessa desmotivação é o aumento da sensação de impunidade. “Se não prende os bandidos, eles acham que podem fazer o que quiserem. É isso que estamos vendo hoje. Os profissionais ficam desestimulados em fazer um trabalho perfeito e a criminalidade cresce nas ruas. E quem paga é a sociedade.”

Para Marilda, o Estado age como se tivesse esquecido de gerir a Polícia Civil.

“A PM é ostensiva, mas a Civil trabalha com a inteligência. A prevenção sozinha não impede que os crimes aconteçam. Ela precisa estar casada com o trabalho de investigação para que haja punição”, disse. “Aí o Estado vem com a máscara da estatística criminal. O governo, de forma magistral, consegue fazer uma leitura que é boa para eles, mas não retrata a realidade.”

 

Fonte: RAC

abr 08

policiaFonte: Correio Popular

abr 30

Disciplina os procedimentos administrativos para edição dos atos de remoção de integrantes da carreira de Delegado de Polícia

O Delegado Geral de Polícia,

Considerando que a validade de qualquer ato administrativo somente se aperfeiçoa com a explicitação das circunstâncias de fato ou de direito que determinam sua prática;

Considerando, ainda, que a ausência ou insuficiência de motivação do ato administrativo induz, necessariamente, à sua invalidade e, potencialmente, à responsabilidade funcional se ilegítimo o móvel para sua edição;

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