mar 17

O Delegado Geral de Policia Dr. Mauricio Souza Blazeck agendou para esta quarta-feira 19/03/2014 às 14h30min audiência com o Presidente da Feipol Sudeste Aparecido Lima de Carvalho (KIKO) e os Presidentes dos Sindicatos Filiados para tratar da reestruturação da Policia Civil, estarão presentes os Sindicatos:

Sinpol Campinas, Sinpol Ribeirão Preto, Sinpolsan, Sinpoeste Paulista, Sinpol Sorocaba, Sinpol Presidente Prudente, Sipocimc – Mogi das Cruzes, Sirejun – Jundiaí e o Presidente do IPA SÃO PAULO.

 

Atenciosamente Aparecido Lima de Carvalho

Presidente Sinpol Campinas e Feipól Sudeste

mar 14

Será realizada amanhã 15/03/2014 na Câmara Municipal dos Vereadores de São Paulo às 13h30min, no Auditório Luiz Tenório, uma reunião com integrantes da categoria para tratar assuntos relacionados aos problemas da carreira de Escrivão de Polícia.

PAUTA PARA REUNIÃO DOS ESCRIVÃES

ASSUNTOS IMEDIATOS:

- PORTARIA DGP 10/2010 (LIVROS)
- ESTATÍSTICA (REDUÇÃO)
- PORTARIA DGP 25/2009 (PERMANÊNCIA)
- PORTARIA DGP 30/2012 (COOPERAÇÃO DOS INTEGRANTES DO PLANTÃO)
- OFICIAL ADMINISTRATIVO OU ESTAGIÁRIO DA OAB PARA ELABORAÇÃO DO BO (DECRETO)
- ESCALAS ABUSIVAS
- CORREIÇÕES ORDINÁRIAS (1 POR ANO)
- FOLHA DE PONTO X RETP
- ALIMENTAÇÃO
- REMANESCENTES
ASSUNTOS MEDIATOS
- SALÁRIO BASE (MARÇO)
- N.U – VALORIZAÇÃO NA REMUNERAÇÃO, ÍNDICE MELHOR NA REESTRUTURAÇÃO.
- REESTRUTURAÇÃO (CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO)
- GAT
- GRATIFICAÇÃO FUNCIONÁRIOS DE TELEMÁTICA (12 HORAS )

 

Aparecido Lima de Carvalho

Presidente Sinpol Campinas

mar 14

 CCF14032014_00000

Att.
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas
mar 14

A seção “Há 50 anos”, Correio Popular, A3, 18/02, publicou nota que deve ter despertado a atenção de todos aqueles que se interessam pela História da Polícia de Campinas.

No dia 2 de fevereiro de 1964, a cidade cuja população tangenciava 300 mil habitantes, ganhava, por decreto os seus primeiros 4 distritos policiais: 1º DP, Centro, 2º DP, São Bernardo, 3º DP, Botafogo e 4º DP, Taquaral. Somente o 1º DP ocupava prédio público. Os demais foram instalados, provisoriamente, em modestas casas alugadas. Naqueles dias, que antecederam o golpe militar de 64, Campinas contava apenas com a Delegacia Regional de Polícia e com a Delegacia do Município, que funcionavam dentro do histórico prédio projetado por Ramos de Azevedo, no final do século 19, para servir como Fórum, localizado no quadrilátero que hoje serve à Polícia Civil. A partir desse histórico dia 2, a Delegacia do Município passou a coordenar os quatro distritos, novidade trazida da Capital, que dispunha de 32 distritos. Nessa ocasião, não se cogitava sobre a existência de delegacias seccionais de policia.

A História da Polícia Civil de Campinas, profissional e de carreira, começa no dia 23 de dezembro de 1905, quando o presidente do Estado, Jorge Tibiriçá , assinou a Lei nº 979. Nessa data, Campinas ganha uma das primeiras 7 delegacias regionais de polícia do Estado. Os cargos de delegados de polícia honorários, conhecidos como delegados calças brancas ou delegados calças curtas, e os de inspetores de quarteirão, policiais amadores, foram extintos.

O extraordinário crescimento industrial e demográfico do Estado enfraqueceu a ação estratégica das delegacias regionais, obrigando o governo, em 1969, a criar delegacias seccionais de polícia. A partir de 7 de julho daquele ano, Campinas instalou sua Delegacia Seccional de Polícia para planejar, apoiar humana e materialmente, e orientar serviços estratégicos e táticos de polícia preventiva especializada bem como de polícia investigativa e judiciária. Nessa época, o organograma policial civil local revelava a existência de 6 distritos policiais, uma delegacia de trânsito, além de delegacias de cidades pertencentes à RMC , algumas das quais seriam futuramente remanejadas para a região de Piracicaba, quando da implantação do Deinter-9.

Pouco antes da chegada do século 21, Campinas, servida por 13 distritos policiais, 1 DDM, 1 Dise, 1 DIG, 1 DIJ, viu sua Delegacia Regional de Polícia ser transformada em departamento, o Deinter-2. O delegado regional de então foi alçado à condição de diretor de departamento, passando a ocupar uma das cadeiras do Conselho da Polícia Civil. O Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior-2 passou a englobar as Delegacias Seccionais de Polícia de Bragança Paulista, de Jundiaí, de Mogi Guaçu e de Campinas.

Perguntará o amável leitor, qual a finalidade do Deinter-2 e de suas delegacias seccionais? O departamento e suas 5 seccionais são unidades policiais gestoras, de apoio logístico, de fornecimento de recursos materiais e humanos, de planejamento de policiamento preventivo especializado, de estabelecimento de estratégias de combate ao crime e documentação de infrações penais através de inquéritos policiais e de termos circunstanciados. Em linhas mais simples, as delegacias seccionais, excepcionalmente, exercem funções de investigação criminal e policiais judiciárias. Assim sendo, não dão combate direto ao crime. Fazem-no, todavia, excepcionalmente, como no caso da investigação da morte do prefeito Antonio da Costa Santos.

Dessa forma, a Segunda Seccional, meio século depois da instalação dos quatro distritos pioneiros, uma inquestionável conquista da Polícia Civil de Campinas,não vem para ajudar no combate direto à criminogênese e suas nefastas consequências. Ao contrário, como declarou o governador, surge para otimizar os serviços dos 6º, 8º, 9º e 11º Distritos Policiais de Campinas, e da cidade de Indaiatuba, atendendo a uma população de mais de 600 mil habitantes, em uma cidade habitada por 1 milhão e 140 mil pessoas.

O projeto original, elaborado pelo atual delegado diretor do Deinter-2, que previa um contingente novo de 240 autoridades policiais e seus agentes, ainda não foi preenchido pela administração superior. Forçoso lembrar que cada delegacia seccional corresponde a um batalhão policial militar, cuja dotação média é de 500 homens. Campinas conta com 4 batalhões da PM e com 2 seccionais.

A Segunda Delegacia Seccional , mesmo diante desses percalços, apresenta um ineditismo na luta contra o crime: a central de flagrantes funcionando 24 horas. Esperamos que esse avanço se espalhe por todas as delegacias seccionais do Estado.

Mas, para isso, é preciso que o governo aumente os quadros da Polícia Civil de 36.000 para 52.000 policiais. Não basta promover um simples refill das vagas abrindo concursos para cargos pouco valorizados monetariamente. É preciso acompanhar o espantoso crescimento populacional do Estado, pagando melhor os agentes da Lei.

Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de História da Polícia da Acadepol-SP

mar 11

O Delegado de Policia Dr. Luiz Mauricio Souza Blazeck, esteve na cidade de Campinas, na solenidade da 2° SECCIONAL de Campinas, onde o Presidente da Feipol Sudeste/ Sinpol Campinas, manteve um contato pessoal e cobrou do Delegado Geral a reunião prometida para o mês de fevereiro onde seria tratado entre outros assuntos a tão esperada reestruturação das carreiras da Policia Civil.

O Delegado Geral se comprometeu e reafirmou que teve um problema de saúde e por este motivo não aconteceu a reunião em fevereiro. Mas que estará se reunindo com as entidades de classe neste mês de março para tratar da reestruturação das carreiras.

Também foi colocado ainda que informalmente o grande gargalo da Policia Civil que é o déficit de policiais em todo o Estado, principalmente na região de Campinas onde o maior problema e da carreira de escrivão de Policia.

 

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DA FEIPOL SUDESTE PARA 2014.

Feipol Sudeste estará formalizando oficio ao Secretario de Segurança Publica Dr. Fernando Grella Viera e ao Delegado Geral Dr. Luiz Mauricio de Souza Blazeck com as seguintes reivindicações:

1- Reestruturação das Carreiras da Policia Civil
2- Data base a ser comprida.
3- Recepção da Lei 51/85 com paridade e integralidade.
4- Déficit de policiais civis de todo os estados e suas consequências para instituição e a população.
5- Correção da interpretação pelo Governo de São Paulo, quando o policial civil se aposenta com menos de 5 anos na classe e é rebaixado para classe anterior.

 

Aparecido Lima de Carvalho (KIKO)

fev 28

EM TEMPOS DE FACÇÕES ESTAMOS SUJEITOS A UM ENCONTRÃO DESSES, PORTANTO CAROS COLEGAS, FÉ EM DEUS E MUITA ORAÇÃO AO SAIR DE CASA.

RELATO DO COLEGA DR. ANDRÉ BARLETA SOBRE O OCORRIDO NO SUL DE MINAS. REALMENTE, SER POLÍCIA É FODA, EM TODAS AS ACEPÇÕES DO TERMO! PARABÉNS!

Na sexta-feira, por volta das 18h30, fomos convocados (todos os policiais civis da DRPC de São Lourenço) a comparecer na DP imediatamente.

Ato contínuo, o Dr. João, chefe do 17 Departamento de Pouso Alegre indicou que deveríamos ir até a Seccional de Cruzeiro/SP para o briefing do que estava para acontecer.

Descemos para Cruzeiro/SP: eu, o Dr. Felipe Piccin, Dr. Bruno Cunha e os Investigadores Rodrigo e Maviel. No caminho fizemos contato com alguns Investigadores da DIG de Cruzeiro/SP que sempre nos dão apoio e os mesmos não sabiam de nada.

Chegamos na Seccional da PC-SP em Cruzeiro acompanhados dos policiais civis da DIG Cruzeiro/SP. Na Seccional nenhum Delegado (nem o próprio Seccional) ou os policiais sabiam o que estava acontecendo.

Após cerca de meia hora chegaram cerca de 8 viaturas descaracterizadas do DEIC/SP (Capital), estando presente o Divisional (Delegado chefe do DEIC) e o titular da DP de Roubo a Bancos de São Paulo.

Não vem ao caso repassar informações sobre o briefing mas, em suma, após alguns momentos ali compareceram mais umas 8 equipes do GARRA da Capital/SP e 1 unidade do GER da PC-SP com 8 snipers e policiais de contenção.

As informações davam conta de uma quadrilha de roubo a bancos (explosões de caixas) com cerca de 25 integrantes.

Haviam sido identificados 5 fuzis AK-47, 1 fuzil HK-G3, 2 fuzis Colt AR-15, escopetas, pistolas e granadas.

Não repassarei os pormenores das informações que estavam sendo repassadas, mas todo os erviço de inteligência estava a cargo do DEIC, em São Paulo-CP. E a inteligência funcionou perfeitamente.

Os alvos poderiam ser Itanhandu ou Itamonte.

O Dr Bruno Cunha acompanhou uma outra equipe, restando à nossa equipe (eu, Dr. Felipe Piccin e 2 investigadores de São Lourenço) posicionarmos o GER (Snipers) e o GARRA (contenção) na Praça Central de Itamonte e, posteriormente, posicionarmo-nos na rodovia acompanhados de 4 equipes do DEIC/SP no intuito de coibir uma possível fuga.

Equipes posicionadas, conseguimos que mais uma equipe da DRPC de São Lourenço, comandada pelo Dr. Márcio Ciarini, se agrupasse conosco.

Aguardávamos às margens da rodovia, escondidos na escuridão, com informações em tempo real da Inteligência da PC-SP.

Por volta das 2h00 um comboio furou o radar próximo e passou no sentido do centro de Itamonte em alta velocidade. Conseguimos ver perfeitamente: um caminhão baú, um Fiat Palio Weekend prata, uma Ford Ecosport prata, um Honda Civic preto e um Renault Duster branco, todos com as placas cobertas por plástico.

Adrenalina a mil, pois tínhamos o elemento surpresa.

Repassamos as informações às equipes da região central de Itamonte.

Passaram-se eternos 2 ou 3 minutos e, no rádio, recebemos as informações de que já haviam 3 ou 4 mortos, um policial ferido, e intensa troca de tiros.

Paramos uma carreta que vinha pela rodovia e a atravessamos na pista para auxiliar no bloqueio.

Após algum tempo o Renault Duster veio em nossa direção. Parou há aproximadamente 30 metros com os faróis acesos. O motorista desceu já efetuando rajadas de fuzil, enquanto o carona portava uma pistola. Conseguimos neutralizar o carona, mas o motorista fugiu para um matagal próximo.

Enquanto discutíamos sobre entrar ou não no matagal onde o motorista havia se escondido aproximamo-nos do veículo, perdendo nossa barricada, que eram as viaturas e a carreta.

No veículo pudemos perceber que o carona havia sido morto, portava uma pistola, usava colete balístico, havia mais uma pistola caída no chão do carro, e muita, mas muita munição para todos os lados.

Neste momento, um outro veículo se aproximou com os faróis altos.

Abaixamo-nos próximo ao Renault Duster, mas estávamos sem qualquer barricada.

O veículo passou em baixa velocidade em direção à carreta e as viaturas que encontravam-se com as luzes de sinalização ativadas, retornou e lentamente veio em nossa direção.

Nossa única alternativa foi esperar.

Quando o veículo se aproximou nos identificamos como policiais e determinamos que o condutor parasse o carro. Como todos aqui certamente já fizeram diversas vezes.

Estávamos (cerca de 25 policiais) distantes de 5 a 15 metros de distância do carro. Agachados às margens da rodovia sem qualquer proteção.

A resposta que obtivemos: tiro, tiro, tiro, muito tiro. Eu me lembro de cada segundo, mas não posso dizer quando conseguirei esquecer as imagens e os sons.

Posso afirmar categoricamente que foram os mais longos e piores 30 ou 40 segundos da minha vida. Eu estava há aproximadamente 8 ou 9 metros do carro, o Dr. Felipe estava mais próximo do que eu e não sei dizer onde o Dr. Márcio estava.

Muito tiro. Muito perto.

Pude visualizar o motorista descer e tentar correr efetuando disparos em nossa direção. O carona estava com um colete balístico operacional, touca ninja preta e um AR-15 baby. O passageiro do banco de trás eu não consegui visualizar.

Resumindo: o motorista foi neutralizado. O carona foi neutralizado com um disparo na cabeça e morreu com abraçado ao AR-15 (cena de filme). O passageiro do banco de trás foi neutralizado com um disparo na cabeça, mas, após o cessar fogo, pudemos perceber que o mesmo portava dois carregadores de fuzil, uma pistola e estava de colete balístico.

Reagrupamos e retornamos à barricada. Apenas o Dr. Felipe Piccin havia sido ferido por um estilhaço abaixo do olho direito, mas nada grave.

Em nosso cenário: 4 criminosos neutralizados e 1 fuzil, 3 pistolas, 3 coletes balísticos e vários pés-de-cabra apreendidos. 1 foragido.

Nunca poderei dizer em quantas coisas consegui pensar naqueles poucos segundos em que eu estava deitado, costas ao solo, visualizando os caras apontando fuzil, pistola e disparando em nossa direção (estamos falando de 6, 7, 8 metros de distância). Sei lá, mas 200 ou 300 tiros em 30 segundos.

Pensei muito em ficar vivo. Pensei em neutralizá-los o mais rápido possível. Sempre gostei do trabalho operacional, nunca imaginei que fosse querer tanto que aquilo ali acabasse logo. É tenso. Escutei um disparo estilhaçar um tronco de árvore uns 50cm acima da minha cabeça e eu estava deitado.

Pode parecer brincadeira, mas depois que acabou, ainda me refazendo de tudo que havia acontecido ali, eu pensei em todas as vezes em que saí para cumprir Mandados de Busca e de Prisão e outros policiais zombaram: “qual é, vai pra guerra?”, “pra que levar isso tudo de coisa?” ou “tá parecendo o Rambo!”.

Pensei nas vezes em que viajei pra BH, 450Km pra ir e depois 450Km pra voltar, sem diária, sem lugar pra dormir (bate e volta), ia na Superintendência, não havia um Delegado de Polícia que tivesse a dignidade de nos receber e eu era obrigado a ouvir de um tal de “Marcinho”, que eu nunca ouvi falar que tenha prendido alguém, que não tinha nada pra dar não. Não tem munição, não tem colete, não tem arma. Como se estivesse me fazendo um favor. Quantas vezes supliquei e saí dali com míseras 50 munições como se estivesse cometendo um crime. Era o nosso “cala a boca”. Era o que o “Marcinho” (???) tinha para nos fazer parar de encher.

Pensei no dia (e me lembro muito bem de cada palavra) em que Policiais da Superintendência foram até a Delegacia Regional de Itajubá, onde trabalhávamos eu e o Dr. Felipe Piccin (ele me persegue) e nos determinaram que entregássemos nossas pistolas, pois cada policial: “só tem o direito de ter uma arma”. Ao serem questionados pelo Dr. Felipe Piccin se nunca haviam ouvido falar que em confrontos sempre existe a necessidade de portar-se uma arma backup os mesmos limitaram-se a dar uma risadinha.

Entregamos nossas pistolas backup.

No confronto o Dr. Felipe Piccin foi lesionado por um estilhaço de projétil abaixo do olho direito. Vocês podem achar que eu estou brincando, mas a pistola dele teve uma pane em dupla alimentação. Eu não vi na hora, só fiquei sabendo depois. Ele não portava arma longa.

Eu juro que se o Dr. Felipe fosse morto ali e posteriormente restasse comprovado que sua arma apresentara pane de alimentação, estando o mesmo sem backup, eu iria até a Superintendência.

Bom, não vem ao caso entrar agora nesta discussão.

Reabrigamos e após algum tempo chegaram nossas viaturas de reforço.

Cerca de 40 minutos depois chegou a PRF e teve o absurdo trabalho de sinalizar a rodovia.

Chegaram umas 10 viaturas da PM. Não posso dizer que eles não estiveram no local do confronto. Estiveram. Uma hora depois e para tirar fotos e nos cumprimentarem do boca aberta.

Fomos até o centro de Itamonte para verificar o que havia ocorrido no local.

Na Praça Central e proximidades os Snipers e a contenção conseguiram neutralizar 5 indivíduos. Outros dois foram alvejados e socorridos.

Alguns evadiram-se.

Foram apreendidos 3 fuzis, 2 escopetas calibre .12 (sendo uma semi-automática) e diversas pistolas e revólveres (não contei). Todos os criminosos estavam de colete balístico.

Muita dinamite e vários pés-de-cabra.

Um indivíduo que havia sido alvejado contou que eram cerca de 15 indivíduos apenas no caminhão.

Na praça, cujo centro estava isolado, a população se aglomerou. Fomos saudados e aplaudidos.

Quando saíamos da área de isolamento conseguíamos dar poucos passos sem ser cumprimentados com largos sorrisos de sincero agradecimento.

Ahh, sim… A Polícia Militar chegou na praça e, depois, começou a sobrevoar um helicóptero deles. Eles estavam com uma cara de mau que dava até medo.

Eu olhei para o helicóptero, pensei naqueles infernais segundos que havia passado poucas horas antes e comentei com um Investigador ao meu lado: poxa, bem que eles poderiam amarrar uma faixa no helicóptero com os dizeres “Obrigado Polícia Civil!”.

O investigador riu e me sussurou: Dr, eles ainda vão sair na televisão dando entrevista, o Sr duvida?.

Ainda bem que eu não duvidei.

Bom, aqueles grupos da elite da PC-SP que inicialmente estavam meio de narizinho em pé conosco ao final já estavam até nos admirando. Gostaram de ver como, com tão pouco, em nenhum momento nós trememos. Fomos elogiados e enaltecidos. Falar que não dá medo é mentira. Quem não sentir medo em uma situação daquela merece estar morto.

Apenas para finalizar:

1. Os jornalistas deturparam os fatos em todas as matérias e em todos os meios de comunicação.
2. A Polícia Militar não participou de nada. Nada, nada, nada, nada. Levantem a cabeça para qualquer PM pois eles não suportam perceber o quanto somos foda.
3. Chefia não é tudo, mas é muito, muito mesmo. Nosso chefe de Departamento Dr. João Eusébio esteve presente em Itamonte, depois em São Lourenço. Abraçou a causa e nos deu total suporte para tranquilizar-mo-nos em face da ação legítima.

Treinem bastante, o confronto acontece em segundos e, embora alguns textos por aqui postados sobre a formação do criminoso, o quão eles são coitadinhos, blá, blá, blá, não duvide: eles querem te matar.

Não adianta identificar-se como policial e determinar-lhes que se coloquem em posição de busca. Eles não conseguem escutar quando estão efetuando rajadas de fuzil tentando acertar a sua cabeça.

A Polícia Civil de Minas Gerais têm muito o que melhorar, tanto em técnicas de combate quanto em material, mas não ficamos abaixo de ninguém em coragem e bravura.

A próxima vez que eu escutar de um administrativo que não irá me depositar uma arma ou munições ou o equipamento que for porque EU não preciso daquilo eu espero muito que ele tenha um argumento bem forte.

Não é pelo dinheiro dos bancos preservado. Nada paga você virar uma noite em claro, situações de confronto, corpos caídos pela praça e Senhoras de 50 ou 60 anos agradecidas virem até você às 5h ou 6h da manhã com um sorriso no rosto e garrafas de café com biscoitinhos.

Ser polícia é foda.

Antecipadamente peço desculpas por palavras mais rudes, não é meu estilo, mas a ocasião é excepcional.

Força e honra a todos que diuturnamente se expõe com um ou dois companheiros cumprindo MBA’s ou Mandados de Prisão no meio de favelas, matagais e etc sem o mínimo de equipamento necessário.

Somos todos heróis.

Força e honra.

Fiquem com Deus.

André Barleta
Delegado de Polícia – DRPC de São Lourenço

 

Att.
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas e FEIPOL SUDESTE

fev 27

http://www.youtube.com/watch?v=0Ln7WuOQ_hE

 

Att.
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas
fev 27

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2014/02/mudanca-de-plantao-para-2-seccional-preocupa-moradores-do-ouro-verde-campinas.html

 

Att.
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas
fev 25

 

E com profundo pesar que noticiamos o Falecimento do Amigo e Delegado de Polícia aposentado DR. MESSIAS PIMENTEL DE CAMARGO.

O corpo será velado hoje dia 25/02/2014 no Cemitério da Saudade à partir das 19h00, e o enterro dia 26/02/2014 às 10h00 no mesmo local.

Fica aqui registrado os votos de pesar do Presidente do Sinpol Campinas e toda a sua Diretoria.

Att.
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas

 

fev 25
Att.
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas